terça-feira, 11 de junho de 2019

FAGULHAS



Taniamá Vieira Barreto

Tênue dúvida
Janela entreaberta
Fugaz
Folgaz
Sonho inacabado!
Que floresce na dúvida.
Impávida
Casca removida
Volvida
luz que ilumina as veredas
trilhas com espinhos
lacerando a carne ...!

DIX SEPT ROSADO SOBRINHO & FRANCY DANTAS: NAS TRILHAS DA CULTURA

Por Dra. Taniamá Vieira da Silva Barreto


Acolhimento

Senhor Presidente da ACJUS José Wellington Barreto, através do qual cumprimento os integrantes desse dispositivo.

Senhora Presidente da AFLAM Helenita Castro, ao citá-la registro meu apreço e consideração a todas as pessoas presentes nesta plateia.

Senhoras e Senhores!

Inicio minha fala expressando quão grande foi o meu júbilo ao ser solicitada para, neste momento, apresentar o Confrade Jerônimo Dix Sept Rosado Maia Sobrinho e a Confreira Franci Francisca Dantas nas suas condições de imortais, primeiros ocupantes, respectivamente, das Cadeiras 21 e 43 da Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró – ACJUS.

Meu coração está recheado de alegria e agradecimento.

O extremo contentamento é por ser este o ápice do elogio em que os integrantes da Academia solidificam sua condição de imortal.

Momento importante esse!

Refleti: como corresponder, a altura, aos dignos acadêmicos?

- Resposta difícil de ser dada!

Musicalizando?

- Nem pensar! O urubu canta melhor que eu.

Declamando?

- Jamais! Conheço a entonação da minha voz. Não daria certo, nem seria justo para esta seleta plenária.

Poetizando?

Huuuuum! Talvez.

Mas, poetizar sobre qual tema?

Sobre a arte de curar vidas, Atendendo ao perfil do Dr Dix Sept?

Ou a arte de fazer arte, Para privilegiar a principal característica da professora Francy?

Não, de jeito nenhum. Seria necessário um tratado poético. E mesmo assim seria frágil.

Então, nada de indecisão.

Beberei nas águas límpidas do meu próprio saber
Buscarei na fonte do meu conhecimento
Para Organizar no baú da sabedoria
Os dados que me dispus a conhecer.

Sinto-me lisonjeada em partilhar diretamente com o escritor Dix Sept Rosado e a escritora Franci Dantas o mais importante átimo das suas vidas acadêmicas.

Bem porque, a imortalidade no âmbito das instituições literárias tem sua origem no que está definido na Academia Francesa, cuja palavra está cravada na frase Àl'immortalité que, na versão da Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró - ACJUS, significa ter defendido uma cadeira da Casa de Ruy Barbosa, como membro efetivo, legitimando sua condição de produtor do conhecimento e do saber técnico-científicos humanos e / ou filosóficos.

É ímpar este momento para os confrades Dix Sept Rosado e Franci Dantas, vez que é nele que ocorre a confirmação das suas intelectualidades para a convivência e comunhão culturais proclamadas como reconhecimento ao mérito das suas histórias, vivendo para sempre na memória da cultura mossoroense, transcendendo o tempo.

Assim, tendo garantidos para o resto da vida seu espaço de participação na vida acadêmica, em consonância com os artigos 4º, 5º e 6º do Estatuto da ACJUS.

Eis que a imortalidade científica da ACJUS vai além do entendimento de significações existenciais, sobrepondo às vulgaridades.

O acadêmico se torna imortal pelo valor intelectual e cultural que suas obras possuem.

Na verdade, os homens são passageiros da vida, que é o dom de Deus. A humanidade os faz eternos pelos rastros de luz que deixam em sua vida terrena, fazendo-os dignos da admiração dos pósteros.

Senhor Presidente, seleta assembleia, imaginem o conflito de sentimentos que invadem o meu ser ao me deparar com tão elevado compromisso:

De um lado Dix Sept Rosado, o ser humano, escritor pesquisador e semeador de cultura que reconhece, com simplicidade, mas com segurança e altivez, a real importância de integrar uma academia da estirpe da ACJUS.

De outro, mas no mesmo nível de relevância, a biógrafa, memorista, artista, guerreira, lutadora e semeadora de ideias, Franci Dantas, que bebe em várias fontes para significar seu conhecimento sobre a família, a comunidade e a arte.

Um conflito que se transforma em regozijo atingindo um grau ainda mais elevado quando reflito sobre o significado do número 21 para o nobre Confrade Jerônimo Dix-Sept Rosado Maia Sobrinho; e do número 43, cuja patrona é Natália Bezerra, que teve um significado todo especial na vida profissional da Confreira Franci Francisca Dantas.

Eis-me aqui, então,
Clamando ser banhada
Pelo dom da ciência,
Para que na singeleza desse momento
Esteja eu Fortalecida pela satisfação
De estar imbuída do entendimento
E poder penetrar nos fatos essenciais

Da história de vida de Dix Sept e de Franci Dantas, que os fazem merecedores do status da imortalidade das cadeiras 21 e 43 da ACJUS.
Eis, Senhor Presidente Confrade José Wellington Barreto, a minha necessidade de inspiração!
E que necessidade!
Mas, para não ser cansativa, senhor Presidente, os currículos de ambos pleiteantes à imortalidade estão exaustivamente detalhados nos anexos A e B na plaqueta deste meu discurso, e que todos terão acesso, o que me exime do compromisso de sua leitura na íntegra. 


Mesmo assim, clamo por inspiração porque quero falar para os nobres e diletos confrades e confreiras, bem como para essa seleta plateia, o perfil da atuação de ambos os profissionais, com simplicidade, mas banhada de criatividade imaginativa, inundado de amor o significado desse momento que ultrapassa o mero pensamento abstrato.

DIX SEPT

Médico Pediatra, Professor, Escritor e agente cultural, possui graduação em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1980). Pós-Graduação em Pediatria e Puericultura pela UFRN. Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Ex Secretário Municipal de Saúde de Mossoró, RN. Ex Presidente do Conselho Estadual dos Secretários Municipais do Rio Grande do Norte. Atualmente é Professor do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte da graduação da Disciplina de Pediatria e Puericultura . Atua como médico pediatra no ambulatório da APAE Mossoró-RN. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Pronto-socorro infantil e Saúde Materno-Infantil. Ex-Membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão-CONSEPE da UERN, Membro do Núcleo Docente Estruturante da FACS-UERN. Presidente da Fundação Vingt-un Rosado, entidade sem fins lucrativos que já editou e publicou mais de 4.700 títulos.

FRANCI DANTAS

Professora por formação, leitora por opção e Artista Plástica por vocação, ao longo da sua existência tornou-se fácil observar determinados patrimônios herdados de alguns familiares. O dinamismo para o trabalho, a tendência para a leitura, escrita, o gosto pelo estudo, facilidade para o desenho e a pintura. O trabalho é produção, a leitura é magia, a escrita é o imaginário e a arte é a criatividade. Artista Plástica autodidata e leitora insaciável desde criança. Sempre gostou de estudar, o que ainda exerce tal prática. Faz pesquisa pela descoberta, pela sede de saber, prática alimentada pelo convívio com livros, pincéis e tintas. Valoriza o trabalho como crescimento profissional e visão para o futuro. Esse processo gera concepção, idealismo e muita determinação.

Senhor Presidente, eis o perfil dos elogiantes desta noite memorável, cuja imortalidade dará solidez ao projeto institucional da ACJUS, enquanto academia comprometida com a ciência, a arte, o humano e com um dos maiores ensinamentos que nos legou e o de que é possível obedecermos à lei do universo que nos ensinou Lao-Tsé:
“as diferenças não constituem obstáculo à convivência respeitosa entre diferentes, à harmonia entre os contrários, ao louvor à pluralidade”.

Somos todos herdeiros da vocação criadora de Deus e nossa missão no mundo é construir, provocar a produção da arte e da cultura, cada uma na sua medida certa.

Diz Lao-Tsé no segundo poema:
“O fácil e o difícil se completam.
O grande e o pequeno são complementares.
O alto e o baixo formam um todo.
O som e o silêncio formam a harmonia.
O passado e o futuro geram o tempo”.

Senhor Presidente, Confrades, Confreiras, Autoridades, convidados e estimados amantes da Cultura Dix Sep Rosado, Franci Dantas, permitam-me trazer a esta saudação algumas passagens da letra da canção Construção, de Chico Buarque, lançada em 1971, que conta a história da vida de um trabalhador da construção civil, que se adequa muito bem aos elogiantes desta noite, que erguem tijolo a tijolo o edifício da cultura mossoroense:

Diz Chico Buarque:
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir.

Dix Sept segurou com firmeza o projeto do seu pai e reiniciou a construção de um obstinado sonho de respirar cultura.

Franci, segura com pulso de ferro e ergue com cimento armado o projeto da Academia Mossoroense de Artistas Plásticas (AMARP).

Concluo dizendo:

Dix Sept! Franci!

Obrigada por este momento em que me deleitei com os exemplos de dignidade, fraternidade e solidariedade das suas histórias de vida.

Obrigada por, através das leituras dos registros dos fatos sobre suas histórias, ter aprendido a amar mais a cultura e saber mais sobre o trabalho de produção cultural.

Com eles aprendi que o simples é que é o luxo.

Senhor Presidente da Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró – ACJUS, Confrade José Wellington Barreto, é por esta minha fala e muito mais que:

a)O confrade Jerônimo Dix Sept Rosado Maia Sobrinho goza das prerrogativas de ser imortal da cadeira 21 da nossa douta Academia; e

b)A Confreira Franci Francisca Dantas goza das prerrogativas de ser imortal da cadeira 43 da nossa douta Academia.

Muito obrigada e viva a Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró – ACJUS.

Nas Trilhas da Cultura

Jerônimo Dix-Sept Rosado Maia Sobrinho - Cadeira 21

Franci Francisca Dantas - Cadeira 43

Mossoró-RN, 31 de maio de 2019

segunda-feira, 10 de junho de 2019

A VIDA, OS CAMINHOS, UM PROJETO DE VILDA





Neste dia 14 de junho de 2019, em que completa um ano de partida da nossa querida irmã Vilda Vieira, somos chamados à reflexão sobre o significado da sua vida terrena. Uma vida caracterizada por um intenso prazer de presentear, de partilhar, de resistir e de multiplicação em amor.

A ocultação dos problemas e uma vontade enorme de ser vista, reconhecida e notada foi sua marca registrada. Vilda era assim: recolhia-se para fazer falta. Tanto que foi embora primeiro pra ficar pra sempre na vida da gente, deixando um primoroso exemplo de vida, resistência e luta.

Vilda com determinação e bravura abraçou o projeto da maternidade. Construiu sozinha um projeto profissional e familiar com sua filha única Roseana Nathalie. A maneira valente como ela encarou a maternidade e a responsabilidade de educar e profissionalizar sua filha representa a mais fiel demonstração de luta em prol da vida.

Neste ano de Saudade daquela que semeou alegria por onde passou, dizemos:

Toda pessoa que nasce
Traz o destino traçado
Alguns não constroem nada
Outros deixam um bom legado
E no livro dos recordes
Deixam o nome assinado.

Assim foi que Vildemar veio ao mundo, com um projeto bem definido: o de ser guardiã dos direitos trabalhistas, paz harmonia e cidadania. Vilda planejou, organizou e realizou:

Plantio de sonhos de justiça,
De amor, de concórdia, de liberdade,
Semente de calma, de obediência,
Ternura, alegria e fidelidade,
Sonho de compreensão,
Respeito e dignidade.

Professora, Escritora, Pesquisadora e Palestrante, nona filha de Maria Alexandrina da Conceição e Jorge Julião da Silva, Vildemar Vieira da Silva era assim: versátil, com uma gargalhada que lhe era peculiar e que jamais sairá de nossas lembranças!
Suas gargalhadas eram um turbilhão de sinceridade e de alegria, irradiando felicidade. O céu, a partir de 14 de junho de 2018, certamente, ficou mais feliz com sua presença.
Mas, em seus últimos meses entre nós, Vildemar viveu o verdadeiro calvário de Cristo. E hoje, dia 14 de junho de 2019, o Salmo do dia (115, 10:11) parece nos fazer testemunhar o que não nos foi possível entender quando da sua vida terrena. Hoje entendo, Vilde, os seus gritos a sua DOR. Ecoa em meus ouvidos:

Guardei a minha fé, mesmo dizendo:
É demais o sofrimento em minha vida!
Confiei, quando dizia na aflição:
Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor
Que é sentida por demais pelo Senhor!

Que Saudade, minha irmã!
Quão grande foi a sua dor não compreendida!
Quanto sofrimento, que não fui capaz de entender!
É um sentimento doído
Uma tristeza lacerante!

Uma dor fisicamente diferente
Há na alma um espinho
Uma torquês espremendo o coração
Comprimindo os meus pulmões
Fazendo-me perder o fôlego!

É uma dor que não tem cura
Que às vezes é diminuída
Pela lembrança, pela busca do contato
Mesmo que abstrato
Fora de cena apenas saudade!

Tenho consciência: A morte é meramente a separação dos átomos que nos compõe. Não anuncia, portanto nem castigos nem recompensas. Apenas vem e leva aqueles entes que mais amamos, mas não soube demonstrar! Foi assim com Vildemar.

A nossa estrela que segue a brilhar no céu da eternidade
Oferto-te hoje ao Senhor o meu louvor como sacrifício
Em troca do calvário da sua doença
Um aconchego que teima em aconchegar, pois sei Vilde,

Caminhastes nas avenidas da bondade
Nos caminhos da certeza Trilhastes
No Palco da vida a arte Produzistes
Com criatividade, amor e Verdade.

Fostes exemplo!
A caminhante silente que
Silenciosamente semeavas alegria
Semeando paz e a harmonia
Cultivando, criastes sua própria vida.

A Caminheira que caminhava
Silente semeando o bem
Silente servindo a todos
Silente na construção do certo
E vai caminhando de encontro á eternidade.

VAI VILDA VIEIRA, COM SEU SORRISO - 21 / 03 /1960.

DEIXE-NOS AQUI A CHORAR SUA AUSÊNCIA - 14 / 06 / 2018

Por Dra. Taniamá Vieira da Silva Barreto 

sábado, 2 de março de 2019

A ACJUS NA HISTÓRIA DAS MULHERES E DA POESIA



Profa Dra Taniamá Vieira da Silva Barreto

(cadeira 03 da Acjus)



ILUSTRÍSSIMO PRESIDENTE DA ACJUS, DIRIGENTE DESTA DOUTA MESA, JOSÉ WELLIGTON BARRETO, EM NOME DO QUAL CUMPRIMENTO OS HOMENS INTEGRANTES DESSE DISPOSITIVO E TODOS OS HOMENS PRESENTES NESTA PLENÁRIA

ILUSTRÍSSIMA SENHORA HELENITA CASTRO, PRESIDENTE DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES - AFLAM, ATRAVÉS DA QUAL CUMPRIMENTO TODAS AS MULHERES DO DISPOSITIVO E DA PLENÁRIA.


Senhoras e Senhores.

Ao ser convocada para ser oradora desta magna sessão, de pronto aceitei e iniciei uma reflexão sobre qual a abordagem deveria dar ao discurso.

Este é o momento que marca um novo recorte da história da ACJUS.

Momento que faz parte do início de um mês cheio de sentimentos poéticos, citadinos e feministas, como é o mês de março.

Pensei, então; preciso falar de uma Academia de Ciências Jurídicas e Sociais marcada por uma História, que vai além da condição institucional, cuja finalidade é o estudo, o aperfeiçoamento e a difusão das letras jurídicas, sociais, Filosóficas e afins, que nos findos dias do mês de março do ano de 2014, um grupo de seletos profissionais iniciou a discussão sobre a viabilidade de uma Academia, com este perfil.

Ponderei!

De certo, preciso extrapolar este aspecto e considerar que nesta sessão de 01 de março de 2019, tomam posse os membros da segunda Diretoria da ACJUS.

ACJUS que foi fundada em 05 de novembro de 2014 e teve os membros da sua primeira Diretoria definidos justamente no mês de março de 2015, sendo a posse solenemente, na Assembleia Geral Extraordinária de 24 de julho de 2015.

Considerei, então o mês de março, o mês das Mulheres, da Poesia e da Constituição, para inspirar essa minha fala.

Inspirei-me, sim, na MULHER
Que labuta no dia-a-dia da vida
Vestida da força da lida
Da esperança que o sucesso requer.


Inspirei-me no requinte do saber
Envolvida na busca da felicidade
Marcada pela dor da saudade
Na tentativa dos obstáculos vencer.



Fui buscar também inspiração na poética e no conteúdo dos discursos das mulheres acejuscianas, porque são elas as que perpassam a trajetória da mulher escritora, registrando a permanência de sua obra na história da literatura e da ciência leve, rompendo com o discurso patriarcal dominante e tolhedor, alçando voos nos estudos sócios-culturais, sócio-políticos e sócio antropológicos.

Inspirei-me, sim, porque também sou poetiza.

Enveredei pelas asas da imaginação e relacionei o viés feminino da Acjus com o Dia da Mulher, que é comemorado anualmente em 8 de março.

Inspirei-me, porque entendo que o Dia da Mulher é a celebração das conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos, como o fazem as mulheres da Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró.
O contexto exige um parêntese poético para dizer que Ser Mulher na ACJUS é intrinsecamente igual a ser mulher na Elucubração poética:

Exige sensibilidade
Sentir a dor que rói
Ver a luz
Na escuridão
Do sol
Ver a claridade
Na escuridão da noite
Contemplar a lua
Da manhã
Da tarde
Meditar o jardim do cerrado
Um cenário
Um sonho
Uma miragem
Sentimento que dói!
Corroi!

Mas, retornemos ao foco da Acjus em março.

Como o dia 08 de março, nossa Congregação tem um projeto político institucional comprometido com as lutas mais amplas da sociedade, da ciência, da cultura e das letras.

Como exemplo, cito o “Projeto Lendo, Escrevendo e Aprendendo” e contínua interação com os meios de comunicação.

Nós que fazemos a congregação acadêmica da Acjus entendemos que é preciso determinação, criatividade e decisão para desenvolver atividades coerentes com a realidade local e regional, com leveza científica e uma boa dosagem de sabedoria e construção poética. Entendo a poesia como forma da arte de fazer ciência.

E por falar em discurso poético, desde 1999 que, por determinação da UNESCO, o dia 21 de março é oficialmente o Dia Mundial da Poesia.

Neste momento, peço licença aos demais confrades e confreiras para fazer referência às acadêmicas: Ângela Gurgel Poetisa da natureza e da vida; Suzana Goretti, que faz da cultura nordestina o motivo da sua rima; Welma Menezes, que traz para a poesia a musicalidade jurídica; e, Vanda Jacinto. Ah! Vanda é a poetisa completa, que traz na veia a frase melodiosa da sabedoria existencial.

Estas poetisas, somam com as demais acadêmicas uma produção que inunda a ACJUS da verdadeira oração do entendimento da ciência e da verdadeira missão da academia.

Aliás, pra se falar de oração e missão, justamente hoje, primeiro de março, comemora-se, desde 1968, o Dia Mundial da Oração, em compromisso com a celebração ecumênica móvel, que ocorre na primeira sexta-feira de março, como forma de interceder pela realização de obras benéficas para a humanidade.

Mas o que tem a ver esse compromisso com o projeto da ACJUS?

Entendo que tem tudo!

Penso e constato que as obras da nossa Academia, em seus cinco anos de fundação, tem trilhado caminhos do bem, em prol da humanidade, consolidando uma história da verdadeira cidadania.

Março é o mês da Constituição, em que no dia 25 de março de 1824 D. Pedro I assinou a Primeira Constituição brasileira (Constituição do Império do Brasil); e é considerada parte importante do processo de independência do Brasil e do contexto democrático, construído dia-a-dia.

O Golpe de Estado no Brasil em 1964 designa o conjunto de eventos ocorridos em 31 de março de 1964, no Brasil, que culminaram, no dia 1.º de abril do mesmo ano, com um golpe militar que encerrou o governo do presidente democraticamente eleito João Goulart.

A diretoria executiva e o conselho fiscal que hoje tomam posse para o mandato 2019 / 2022 continuará primando pelo processo democrático, respeitando as decisões coletivas, bem como, cumprindo suas normas estatutárias e regimentais.

E por falar em normas, esperamos que no exercício acadêmico de 2019 todos os acadêmicos e acadêmicas já empossados/as cumpram a ritualística dos elogios aos patronos de suas respectivas cadeiras.

Esta é a maneira suave de dizer:

Aqui estamos de braços abertos para, todos juntos, construirmos uma Academia do jeitinho que queremos, com zelo para com o seu nome, respeitando os confrades e as confreiras, em consonância com a dignidade e grandeza da investidura acadêmica.

Eis como estamos nesse momento: investidos do compromisso com a vida acadêmica, na construção do nosso próprio castelo, com teimosia, pedindo licença para passarmos e seguirmos nossos sonhos.

É bem verdade que as vezes atropelamos o processo!

Mas, vontade de fazer acontecer nossos sonhos! Sendo fiéis com nossos próprios sonhos de sermos imortais.

Sim, diletos confrades e diletas confreiras, a ACJUS precisa da fidelidade de todos nós, com nosso próprio sentimento.

Façamos um ano acadêmico de 2019 de elogios e de construção da nossa própria fidelidade para com nossa congregação, sem egoísmos, transbordando criatividades:

Partilhando
A leveza da informação
Divulgando
O compromisso com o amor
Enaltecendo a existência
Preservando a amizade
Louvando a poesia
Espalhando a ideias,
Com a chama da esperança
Confiança.
Maestria
Segurança
Poetizando a vida,
Significando a existência!

Obrigada! 

Que Jesus nos dê sabedoria para fazermos uma boa gestão!

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

ELUCUBRAÇÕES


Convenções?

Não as entendo.
Críticas?
Só aceito as construtivas.
Limitações?
Só as físicas.
Explicações?
Todas necessárias.
Reconhecimentos?
Desde que por merecimento.
Ideias?
Acolho as sábias.
Acolho as mensagens
Amenas em forma de litanias
Que fazem emergir imagens
Resgate das deslembrada alegrias.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

ALAM - 05 ANOS CULTIVANDO SABERES


ALAM - 05 ANOS CULTIVANDO SABERES

Eis que apresentamos um conjunto de atividades ritualisticamente recheadas de poesias, prosas e compromissos com a arte e cultura, como forma de iniciar as festividades em comemoração dos 05 anos de atividades da Academia de Letras e Artes de Martins – ALAM.
18 e 19 de janeiro de 2019
Data: 19 de janeiro de 2019
Local: Salão Nobre do Hotel Serrano – Martins/RN

PROGRAMAÇÃO


18 de janeiro de 2019 – SESSÃO MAGNA TEMÁTICA
19h – Instalação da Solenidade
19h25min – Apresentação Oficial da Programação de Aniversário dos 05 anos da ALAM
19h30min – Conferir Título de Amigo da ALAM a: ANTONIO ELIZAIAS TAVARES FREITAS
FRANCISCA ITAMÁRIA DE PAULA SABINO
19h45min – Número musical com as cantoras Beth Vieira e Aureneide
20h00min – Conferência “A Poética de Fernando Pessoa”, com a Me. Danda Trajano.
20h40min – Performance com o artista Wilson Silva
20h45min – Noite de Autógrafo – Coletânea “TANTOCANTO EM VERSOS, ARTES E PROSAS”, da ALAMP – coautoras: Dra Taniamá, Flauzineide Moura, Cleide Paiva, Margarida Costa, Albetiza Leite, etc.
21h00min – Encerramento Solene.
20h10min – Coquetel e performance musical e poética – Acadêmicos da ALAM.
19 de janeiro de 2019 - Oficinas
08h – Instalação das Oficinas com credenciamento dos participantes
08h30min – Início da Oficina Poetrix, sob a coordenação da Me. Danda Trajano
09h40min às 15h – Oficina “Planejamento Lítero-Artísticas e Culturais 2019”, sob a coordenação da Dra Taniamá.
16h00min às 18h30min – continuidade e encerramento da Oficina Poetrix.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

JORGE: A VIDA, OS CAMINHOS, UM PROJETO


JORGE JULIÃO DA SILVA (EX-COMBATENTE)


26 / 08 / 1921 a 24 / 10 / 2018

Os sonhos, os desafios, as lutas e o heroísmo de um martinense, que rompe com todas as barreiras para proporcionar à sua Família e à sua Pátria o alcance de uma meta: a formação e a vitória. Assim foi sua vida.

Filho de Manuel Anunciato da Silva e de Izabel Maria do Espírito Santo, Jorge Julião da Silva, vulgo Jorge Anunciato, nasceu no sítio Pico dos Carros, município de Martins, estado do Rio Grande do Norte, no dia 26 de agosto de 1921. Agricultor desde a infância, não teve acesso a cultura letrada; mas, se doutorou na Universidade da Vida.

Serviu o Exército no período de 1943 a 1945, tendo exercido a função de Armeiro, sendo o verdadeiro sustentáculo no preparo das armas e da munição para que seus companheiros militares empunhassem as armas com segurança.

Com o fim da II Guerra Mundial retornou a sua cidade Martins, onde voltou a função de agricultor.

Em 1946 casou-se com Maria Alexandrina da Conceição, com quem teve 14 filhos, que na ordem da primogênita para a caçula são: Maria da Conceição, Regina Celeste, Taniamá, José de Arimatéia, Maria Dalva, Leontina, Francisco Sandoval, Vildemar (falecida), Maria do Livramento, Maria da Glória (falecida), Antonio Clóvis, Maria da Conceição, Hugnelson e Flávia Maria.

Na busca de concretizar o seu sonho de formar seus filhos mudou-se para o município de Mossoró, em 1968, onde residiu até 17 de fevereiro de 2002, retornando a sua cidade de origem Martins, no Sitio Frade, mas que não se desligou de Mossoró, onde construiu uma sólida base comunitária católica.

Homem vitorioso na formação dos filhos, Jorge Julião teve seu projeto de vida realizado, já que todos se formaram e/ou construíram uma sólida profissão, indo da formação em nível técnico ao pós-doutorado. É uma prole de bacharéis e licenciados, respectivamente, nas áreas de: Administração, Enfermagem, Engenharia, Direito, Letras, Pedagogia, Serviço Social, Geografia, Biologia e Matemática.

Preocupado com os estudos Jorge Julião, além de manter os seus filhos estudando, voltou aos bancos escolares, através do Mobral, concluindo, orgulhosamente, o Ensino Fundamental I, passando a ler, escrever e calcular, com alto nível de desempenho.

Durante os 34 anos que residiu em Mossoró, Jorge para superar as dificuldades financeiras e sustentar seu projeto de família intelectual, humana e ética, exerceu as atividades de Operário Braçal, Agricultor, Pedreiro e Carpinteiro; mas nunca esquecendo a base religiosa.

Somente em 16 de outubro de 1981 foi-lhe concedida Pensão Especial, pelos serviços prestados ao Brasil durante a II Guerra Mundial, atribuindo-lhe o título de 2º TENENTE - EX-COMBATENTE, pela Força Expedicionária Brasileira – Ministério do Exército. A partir de 1986 passou a dedicar-se as atividades sociais e religiosas na Comunidade Estrada da Raiz, Cajazeiras e Santa Helena, onde construiu, coletivamente com sua família e os integrantes daquelas comunidades, a Capela de São Francisco de Assis.

Esta é uma história de luta, desafios e heroísmo, que fazem de Jorge Julião, exemplo de verdadeiro cidadão.

Depoimento da sua neta Dra Júlia Maria: Esse sim é um herói íntegro, não porque o exército o fez; mas, sim porque nasceu e todas as batalhas que a vida o impôs ele enfrentou e quando o país precisou, mais uma vez ele deu prova de que a guerra já fazia parte da sua rotina! Sempre tirei o chapéu pra esse herói.

O Exército Brasileiro o reconhece como herói. (Gracinha uma amiga da família)