sexta-feira, 24 de abril de 2020

O LIVRO




Dra Taniamá Vieira da Silva Barreto 

Disseram-me para escrever um livro. De pronto respondi que sim. Mas, fico a me indagar: - Que assuntos escrever em um livro? Literatura!? Ciência!? Ou sobre mim mesma!? Não sei!

Talvez, antes de qualquer coisa, eu tenha que encontrar nas leituras, subsídios para entender o sentido epistemológico da palavra “livro”. Ou então conversar sobre a história do livro.

- Ah! Entendi! Nem uma coisa nem outra; mas todas as possibilidades: leituras e diálogos com pessoas sobre a origem, a história e a produção do livro, podem ser a saída.

Eis o caminho para entender o seu significado!

Mas, seriam os “Livros papéis pintados com tinta”, como afirmou Fernando Pessoa?

Certamente que sim! As letras e pontuações representam as pinturas, que dão forma às mensagens idealizadas pelos escritores.

Mas, apenas essas idealizações me bastariam para o claro entendimento do significado do livro?

Será?

- Não! Isto não! Quero entendê-lo não apenas em seu sentido epistemológico; mas, voar nas asas da imaginação e ampliar sua significação, até onde minha criatividade possa ir.

Vocês concordam comigo?

Concordam que, sabendo o significado da palavra “livro”, sua origem e sua história, saberei o que escrever; como escrever e como organizá-lo?

Ah... não!

– Na minha compreensão precisamos apenas saber e sermos criativos, voar para outros horizontes e viajar para dentro de si mesma, arrancando das entranhas o significado dessa viagem.

É na produção de um livro que encontramos a motivação para descobrir o significado das coisas que buscamos. É nele e com ele que nos aventuramos em viagens imaginárias, instigando a grandes emoções e infinitas descobertas, sentindo-nos, ao mesmo tempo sós e em meio a uma multidão, mesmo estando num deserto!

Aliás, como afirmou Mário Quintana, em “Dupla delícia”, “O livro traz a vantagem podermos estar só e ao mesmo tempo acompanhado” “...”. Isto me faz entender que os livros, com seus enigmas e suas histórias, têm a capacidade de mudar as pessoas.

Contudo, este, representa apenas um dos vários passos para a provocação do despertar da consciência sobre o significado da produção do livro!

É o óbvio! O possível de ser dito.

O livro é letra. É marca.

Mas ainda indago: Onde fica o significado da estética do livro? É preciso que nos preocupemos com o arranjo do texto nas “páginas”, das imagens e o conteúdo que ele transmite, com suas ilustrações e ideias, indo além do papel.

É buscar no imaginário as formas de mapear as ideias ilustrativas do significado do tema.

O livro com suas letras, suas imagens e sua cartografia rompe o silêncio da ignorância para despertar a vida do conhecimento, na reviravolta do significado da história das ideias e das coisas. Vira e revira os fatos e em seus mais variados sentimentos.

Machado de Assis, em sua produção “Livros e flores”, fala-nos sobre a sensibilidade amorosa pelo livro produzida e nos instiga a idealizá-lo como o produto de uma semente que germina conhecimento e vagueia pelas mãos e olhos dos degustadores de palavras, que dão vida ao livro com sua leitura.

Na sôfrega degustação das palavras o leitor viaja amorosamente entre as páginas do livro, no desnudamento das letras. Aliás, como afirma Clarice Pacheco, é preciso experimentar, para saber o sentimento que é:

Viajar pela leitura

Sem rumo, sem intenção.

Só para viver a aventura

Que é ter um livro nas mãos.

Mas, uma curiosidade me aflora a mente: - Seria do nosso interesse desvendar os fatos históricos que permeiam o livro?

- Acho que não, pois este aspecto do tema livro, facilmente pode ser encontrado nos registros dos livros já expostos nas livrarias, casas de revistas, sites da internet etc.

Ao contrário, quero penetrar profundamente na minha criatividade e escrever algo motivacional para um leitor virtual que pode ser eu ou você ...!

O livro, meu amigo, precisa satisfazer as necessidades do leitor! Cumprir determinadas tarefas!

Dialogar com respostas à perguntas inseridas em determinados contextos sociais e culturais à luz dos interesses dos leitores virtuais. Tem que satisfazer a todos os gostos! Tornar útil o inútil! “...” Poetizar o não politizável! Dizer bonito o impossível de ser dito.

Escrever no livro, simplesmente, o que é.

sábado, 25 de janeiro de 2020

DISCURSO DE LANÇAMENTO DA COLETÂNEA “BALNEÁRIO NO CONHECIMENTO”

23 de janeiro de 2020 

Ana Rízia Martins de LIMA

Senhoras e Senhores,

Boa Noite,

Peço licença à mesa diretiva destes trabalhos para homenagear a pessoa da Dra. Taniamar Barreto, pelo empenho incansável que sempre dispensou à pesquisa e ao conhecimento científico.

Seleta Assembleia, com muita humildade e alegria, ocupo este espaço, com a intenção de expressar o sentimento que me invade ao estar colocando para o público aqui presente, os meus primeiros livros. Dizem que um livro é como um filho; assim sendo, eu, no auge dos meus 39 anos de idade, ofereço aos senhores os meus “trigêmeos”.

Participar desta coletânea foi um grande presente na minha vida, sobretudo pelo ano difícil e doloroso que enfrentei em 2019. Entre internações hospitalares fora de Mossoró, acompanhando minha amada mãe, que veio a falecer em 08/12/19, eu jamais me permiti perder a vontade de contribuir com a pesquisa científica e a produção dos artigos que aqui estão. “A REALIDADE DA ALIENAÇÃO PARENTAL: ANÁLISE CRÍTICA DA LEI Nº 12.318/10;

“O PROCESSO DO TRABALHO EM EDUCAÇÃO E O USO DA INFORMÁTICA”;

“AS AÇÕES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE MOSSORÓ/RN: CONFRONTO ENTRE TEORIA E PRÁTICA”.

Para não me alongar, a experiência foi tão boa, que já está no prelo o 4º filho da experiência intelectual, que é resultado da minha dissertação do mestrado em ciências jurídicas, cujo título é: ESTATUTO E REALIDADE DA ALIENAÇÃO PARENTAL: RELAÇÃO DIALÓGICA ENTRE O CONHECIMENTO EMPÍRICO E TEÓRICO, com data de publicação a ser definida ainda este ano.

Oportunamente, aproveito este espaço e agradeço aos colegas doutores, Clóvis, Edilson, Sâmara Welithon, Taniamá, Marcos e Júlia Maria, por todo apoio a mim concedido.

Aos demais colegas autores, caminhantes da jornada, agradeço pela parceria e amizade.

Quero aqui prestar a minha singela homenagem à minha família: minhas 2 filhas biológicas, meus 3 irmãos, cunhadas e a minha mãe, Rita Martins, que deve estar assistindo a este lançamento com orgulho da filha, lá do céu. À ela todo meu amor e agradecimento.

Que Jesus continue nos inspirando.

Obrigada.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

DISCURSO (BALNEÁRIO NO CONHECIMENTO)





Antonio Marcos de Oliveira





Ilustríssimos membros da mesa, a quem eu saúdo em nome da ilustríssima Sra. Presidente doutora Taniamá Vieira,

Prezados pesquisadores e pesquisadoras,

Representantes de Órgãos culturais

Senhoras e senhores,

Boa noite

De antemão, convém salientar que a pesquisa, além de ser uma via para a construção de conhecimento e de informações, é base para o progresso humano no mundo científico, tecnológico e cultural. Isso posto, convenhamos que ela corresponde ao maior grau de civilização de um povo e, nesse sentido, este empreendimento, que ora celebramos, aliás e a propósito, nestas instalações que equivalem a um templo do saber, também passa a se destacar no cenário cultural e científico da cidade, através do seu impacto sobre a sociedade e a cultura, além de sua contribuição para a pesquisa acadêmica.

Do mesmo modo, este glorioso evento, que trata do fenômeno da interdisciplinaridade, também se reveste de elevada importância, porque é referencia de informação de qualidade no panorama científico. Assim, trata-se de um planejamento interdisciplinar na área pedagógica, envolvendo ciências da educação e ciências jurídicas, de maneira que as disciplinas correspondentes foram relacionadas em seus conteúdos para aprofundar o conhecimento e levar dinâmica ao ensino, tornando as atividades científicas mais eficientes e, consequentemente, mais viáveis e fortalecidas.

Obviamente, essa tecnologia impacta a comunidade como um todo, e a forma pela qual ela é usada determina se seus impactos são positivos ou negativos. Então, perante tais aspectos, o desenvolvimento e o fornecimento de educação de pós-graduação em bases interdisciplinares impactará positivamente, no sentido da otimização da capacitação das próximas gerações de acadêmicos em ambos os campos de estudo, com as habilidades necessárias para a devida abordagem dos problemas mais complexos da coletividade social.

Portanto, é com muito orgulho, muita honra e pleno senso de solidariedade, que nós parabenizamos e prestamos esta justa homenagem a essa plêiade de pesquisadores e pesquisadoras que, respectivamente, motivados e motivadas, inspirados e inspiradas para a realização de suas pesquisas, se empenharam em comprovar com segurança a existência dos fenômenos pesquisados, solucionando devidamente, através de decisões cruciais, os respectivos problemas enfrentados, cujo trabalho também se reveste de elevada importância para outros pesquisadores e profissionais.

Muito obrigado.

DISCURSO DE LANÇAMENTO DA COLETÂNEA “BALNEÁRIO NO CONHECIMENTO”




Taniamá Vieira da silva Barreto

23 de janeiro de 2020

DIGNAS AUTORIDADES

SENHORAS E SENHORES


A especificidade do momento exige que eu inicie esta fala dizendo o significado da Coletânea Balneário no Conhecimento e o perfil dos seus autores.

Ater-me-ei, então, aos livros e autores com os quais tive o prazer de conviver por quase dois anos, no desenvolvimento dos trabalhos.

Que ousadia! Que Projeto!

Foram buscas significativas para a confirmação de nossas hipóteses e argumentação das categorias investigadas; lidando com as diversidades de conhecimentos, pensamentos, crenças e ideais; mas, sempre respeitando as diversas concepções ali presentes. Este Fato permitiu adentrarmos nos princípios da interdisciplinaridade e alçar grandes voos, mergulhando na criatividade específica de cada um dos pesquisadores, para podermos navegar num mar de sabedorias, através da nau da ciência.

Sim, porque os conteúdos dos livros aqui expostos compõem uma coletânea de cunho científico sobre relatos de pesquisas.

Como podem perceber os senhores, é indecifrável quão significativa foi essa experiência; dela surgindo novos discursos e novas praticas, independente da área de formação de cada um e de todos.

É inimaginável o valor da aprendizagem interdisciplinar que construímos com os nossos pares organizadores: Dra. Kátia, Dr Marcos, Dr. Clóvis, Dr. Welithon e Dr. Edilson! Aprendizagem esta aprofundada:

Com as constantes presenças e resgate à realidade de Sandra Sâmara, Keila, Dalva, Saúde, Júlia Maria, Soares, e Marcionilio.

Com a silente presença e persistência de Ana Rízia, Efraim, Claudio, Wigna, Conceição Vieira, Rayane, Bianca, Juliane, Sávio, Fábio e Luzilene.

Aprendemos até com as compreensíveis ausências de Wilson, Aleksandra, Jocélio e Dra. Gercina.

Foi assim que consolidamos, coletivamente, entre Discursos e Práticas Interdisciplinares, um significativo conhecimento sobre vários saberes, de diversos temas nas áreas de: Tecnologia da Informação, Educação, Assistência Social, Enfermagem, Odontologia, Agronomia, Direito, Matemática, Ensino, Currículo, Gestão e tantas outras que podem provocar a ampliação da nossa visão do mundo e das coisas.

É um Balneário com temáticas instigantes e desafiadoras, rompendo com os modelos tradicionais de fazer pesquisa, avançando na perspectiva de transformação da realidade e utilização de modos diferentes e relevantes de produzir conhecimentos.

É uma produção concebida como um campo de significados que vão além da base epistemológica alicerçada em entrelaçamentos com a subjetivação das ideias imaginativas, mas sem se afastar do significante da crítica da razão; conhecendo o que é e significando as relações de adequação entre o entendimento do fenômeno e a verdade dele próprio.

São águas serenas de saberes científicos tangenciados por ondas da educação, das ciências sociais, do direito e da saúde, mas com a esperança de que novos riachos trarão novos conhecimentos, numa perspectiva de superarmos nossas limitações.

É por isso que, com este projeto, posso dizer:

Aprendi!

Refleti!

Reaprendi!

Voei para outros espaços em busca do novo!

Lacei-me nas asas da imaginação e criei o meu próprio mundo!

Devastei meus pensamentos e adentrei no significado de novas criações!

Resgatei as experiências e percebi que ainda não sei ...!

Ressignifiquei minhas ideias!

Aprendi a ver o conhecimento com um novo olhar.

Sabedoria? Talvez...!

Obrigada

quarta-feira, 17 de julho de 2019

ALFÉTENA




Taniamá Vieira Barreto (17/07/2019)






Debruço-me sobre o pensamento

Despejo no lixo o luxo do racismo,

Que nega as atrocidades cometidas

Rasgo a seda que cobre o teu corpo

Volvo o olhar p’ro firmamento.


Descalça, corro entre os espinhos

Procuro entender a história em festa

Descubro no tom Amarelo

A lenda desfeita em Cor

Nos sangrentos passos do caminho.


Salto nas chamas da fogueira

Entro no abismo do escarninho

Com orgulho lavo a pilha de pratos

Desnudo sua Negra Alma

Desalinham e realinham!


Recolho as gotas d’água negras

Sangue Negro

Ensina a gente andar ligado nas ruas

História e maldade

Igualdade! Racial! Colonial!

terça-feira, 11 de junho de 2019

FAGULHAS



Taniamá Vieira Barreto

Tênue dúvida
Janela entreaberta
Fugaz
Folgaz
Sonho inacabado!
Que floresce na dúvida.
Impávida
Casca removida
Volvida
luz que ilumina as veredas
trilhas com espinhos
lacerando a carne ...!

DIX SEPT ROSADO SOBRINHO & FRANCY DANTAS: NAS TRILHAS DA CULTURA

Por Dra. Taniamá Vieira da Silva Barreto


Acolhimento

Senhor Presidente da ACJUS José Wellington Barreto, através do qual cumprimento os integrantes desse dispositivo.

Senhora Presidente da AFLAM Helenita Castro, ao citá-la registro meu apreço e consideração a todas as pessoas presentes nesta plateia.

Senhoras e Senhores!

Inicio minha fala expressando quão grande foi o meu júbilo ao ser solicitada para, neste momento, apresentar o Confrade Jerônimo Dix Sept Rosado Maia Sobrinho e a Confreira Franci Francisca Dantas nas suas condições de imortais, primeiros ocupantes, respectivamente, das Cadeiras 21 e 43 da Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró – ACJUS.

Meu coração está recheado de alegria e agradecimento.

O extremo contentamento é por ser este o ápice do elogio em que os integrantes da Academia solidificam sua condição de imortal.

Momento importante esse!

Refleti: como corresponder, a altura, aos dignos acadêmicos?

- Resposta difícil de ser dada!

Musicalizando?

- Nem pensar! O urubu canta melhor que eu.

Declamando?

- Jamais! Conheço a entonação da minha voz. Não daria certo, nem seria justo para esta seleta plenária.

Poetizando?

Huuuuum! Talvez.

Mas, poetizar sobre qual tema?

Sobre a arte de curar vidas, Atendendo ao perfil do Dr Dix Sept?

Ou a arte de fazer arte, Para privilegiar a principal característica da professora Francy?

Não, de jeito nenhum. Seria necessário um tratado poético. E mesmo assim seria frágil.

Então, nada de indecisão.

Beberei nas águas límpidas do meu próprio saber
Buscarei na fonte do meu conhecimento
Para Organizar no baú da sabedoria
Os dados que me dispus a conhecer.

Sinto-me lisonjeada em partilhar diretamente com o escritor Dix Sept Rosado e a escritora Franci Dantas o mais importante átimo das suas vidas acadêmicas.

Bem porque, a imortalidade no âmbito das instituições literárias tem sua origem no que está definido na Academia Francesa, cuja palavra está cravada na frase Àl'immortalité que, na versão da Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró - ACJUS, significa ter defendido uma cadeira da Casa de Ruy Barbosa, como membro efetivo, legitimando sua condição de produtor do conhecimento e do saber técnico-científicos humanos e / ou filosóficos.

É ímpar este momento para os confrades Dix Sept Rosado e Franci Dantas, vez que é nele que ocorre a confirmação das suas intelectualidades para a convivência e comunhão culturais proclamadas como reconhecimento ao mérito das suas histórias, vivendo para sempre na memória da cultura mossoroense, transcendendo o tempo.

Assim, tendo garantidos para o resto da vida seu espaço de participação na vida acadêmica, em consonância com os artigos 4º, 5º e 6º do Estatuto da ACJUS.

Eis que a imortalidade científica da ACJUS vai além do entendimento de significações existenciais, sobrepondo às vulgaridades.

O acadêmico se torna imortal pelo valor intelectual e cultural que suas obras possuem.

Na verdade, os homens são passageiros da vida, que é o dom de Deus. A humanidade os faz eternos pelos rastros de luz que deixam em sua vida terrena, fazendo-os dignos da admiração dos pósteros.

Senhor Presidente, seleta assembleia, imaginem o conflito de sentimentos que invadem o meu ser ao me deparar com tão elevado compromisso:

De um lado Dix Sept Rosado, o ser humano, escritor pesquisador e semeador de cultura que reconhece, com simplicidade, mas com segurança e altivez, a real importância de integrar uma academia da estirpe da ACJUS.

De outro, mas no mesmo nível de relevância, a biógrafa, memorista, artista, guerreira, lutadora e semeadora de ideias, Franci Dantas, que bebe em várias fontes para significar seu conhecimento sobre a família, a comunidade e a arte.

Um conflito que se transforma em regozijo atingindo um grau ainda mais elevado quando reflito sobre o significado do número 21 para o nobre Confrade Jerônimo Dix-Sept Rosado Maia Sobrinho; e do número 43, cuja patrona é Natália Bezerra, que teve um significado todo especial na vida profissional da Confreira Franci Francisca Dantas.

Eis-me aqui, então,
Clamando ser banhada
Pelo dom da ciência,
Para que na singeleza desse momento
Esteja eu Fortalecida pela satisfação
De estar imbuída do entendimento
E poder penetrar nos fatos essenciais

Da história de vida de Dix Sept e de Franci Dantas, que os fazem merecedores do status da imortalidade das cadeiras 21 e 43 da ACJUS.
Eis, Senhor Presidente Confrade José Wellington Barreto, a minha necessidade de inspiração!
E que necessidade!
Mas, para não ser cansativa, senhor Presidente, os currículos de ambos pleiteantes à imortalidade estão exaustivamente detalhados nos anexos A e B na plaqueta deste meu discurso, e que todos terão acesso, o que me exime do compromisso de sua leitura na íntegra. 


Mesmo assim, clamo por inspiração porque quero falar para os nobres e diletos confrades e confreiras, bem como para essa seleta plateia, o perfil da atuação de ambos os profissionais, com simplicidade, mas banhada de criatividade imaginativa, inundado de amor o significado desse momento que ultrapassa o mero pensamento abstrato.

DIX SEPT

Médico Pediatra, Professor, Escritor e agente cultural, possui graduação em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1980). Pós-Graduação em Pediatria e Puericultura pela UFRN. Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Ex Secretário Municipal de Saúde de Mossoró, RN. Ex Presidente do Conselho Estadual dos Secretários Municipais do Rio Grande do Norte. Atualmente é Professor do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte da graduação da Disciplina de Pediatria e Puericultura . Atua como médico pediatra no ambulatório da APAE Mossoró-RN. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Pronto-socorro infantil e Saúde Materno-Infantil. Ex-Membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão-CONSEPE da UERN, Membro do Núcleo Docente Estruturante da FACS-UERN. Presidente da Fundação Vingt-un Rosado, entidade sem fins lucrativos que já editou e publicou mais de 4.700 títulos.

FRANCI DANTAS

Professora por formação, leitora por opção e Artista Plástica por vocação, ao longo da sua existência tornou-se fácil observar determinados patrimônios herdados de alguns familiares. O dinamismo para o trabalho, a tendência para a leitura, escrita, o gosto pelo estudo, facilidade para o desenho e a pintura. O trabalho é produção, a leitura é magia, a escrita é o imaginário e a arte é a criatividade. Artista Plástica autodidata e leitora insaciável desde criança. Sempre gostou de estudar, o que ainda exerce tal prática. Faz pesquisa pela descoberta, pela sede de saber, prática alimentada pelo convívio com livros, pincéis e tintas. Valoriza o trabalho como crescimento profissional e visão para o futuro. Esse processo gera concepção, idealismo e muita determinação.

Senhor Presidente, eis o perfil dos elogiantes desta noite memorável, cuja imortalidade dará solidez ao projeto institucional da ACJUS, enquanto academia comprometida com a ciência, a arte, o humano e com um dos maiores ensinamentos que nos legou e o de que é possível obedecermos à lei do universo que nos ensinou Lao-Tsé:
“as diferenças não constituem obstáculo à convivência respeitosa entre diferentes, à harmonia entre os contrários, ao louvor à pluralidade”.

Somos todos herdeiros da vocação criadora de Deus e nossa missão no mundo é construir, provocar a produção da arte e da cultura, cada uma na sua medida certa.

Diz Lao-Tsé no segundo poema:
“O fácil e o difícil se completam.
O grande e o pequeno são complementares.
O alto e o baixo formam um todo.
O som e o silêncio formam a harmonia.
O passado e o futuro geram o tempo”.

Senhor Presidente, Confrades, Confreiras, Autoridades, convidados e estimados amantes da Cultura Dix Sep Rosado, Franci Dantas, permitam-me trazer a esta saudação algumas passagens da letra da canção Construção, de Chico Buarque, lançada em 1971, que conta a história da vida de um trabalhador da construção civil, que se adequa muito bem aos elogiantes desta noite, que erguem tijolo a tijolo o edifício da cultura mossoroense:

Diz Chico Buarque:
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir.

Dix Sept segurou com firmeza o projeto do seu pai e reiniciou a construção de um obstinado sonho de respirar cultura.

Franci, segura com pulso de ferro e ergue com cimento armado o projeto da Academia Mossoroense de Artistas Plásticas (AMARP).

Concluo dizendo:

Dix Sept! Franci!

Obrigada por este momento em que me deleitei com os exemplos de dignidade, fraternidade e solidariedade das suas histórias de vida.

Obrigada por, através das leituras dos registros dos fatos sobre suas histórias, ter aprendido a amar mais a cultura e saber mais sobre o trabalho de produção cultural.

Com eles aprendi que o simples é que é o luxo.

Senhor Presidente da Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró – ACJUS, Confrade José Wellington Barreto, é por esta minha fala e muito mais que:

a)O confrade Jerônimo Dix Sept Rosado Maia Sobrinho goza das prerrogativas de ser imortal da cadeira 21 da nossa douta Academia; e

b)A Confreira Franci Francisca Dantas goza das prerrogativas de ser imortal da cadeira 43 da nossa douta Academia.

Muito obrigada e viva a Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró – ACJUS.

Nas Trilhas da Cultura

Jerônimo Dix-Sept Rosado Maia Sobrinho - Cadeira 21

Franci Francisca Dantas - Cadeira 43

Mossoró-RN, 31 de maio de 2019