sábado, 20 de março de 2021

HAICAI


Taniamá

(1)

Qual flor que anda,

Segue pedalando.

Felicidade.


(2)

Fez-se da grama

Com poda escultural

Arte! Topiaria.

sábado, 27 de fevereiro de 2021

MEU LIVRO, MEU MUNDO, MEUS SABERES


Dra Taniamá Vieira Barreto[1]

Tudo começa com ele

O livro só traz grandeza

Sem ele não tem história

Falando sobre riqueza

E nem a população

Vai ter orientação

Para mostrar a certeza.

 

Sem livro não há ensino

Também não há esperança

Para quem quer aprender

De corpo e alma se lança

No mundo do aprendizado

Pra ficar realizado

E feliz feito criança.

 

No livro está imputada

A rica fonte do saber

E quem não o manuseia

Nunca irá perceber

Que é um desinformado

E se quiser ser educado

Tem que se dispor a ler.

 

O livro tem eficácia

E importância também,

Não adianta esconder

O valor que ele tem

Pra quem procura estudar

Claro que vai encontrar,

Nele o amigo nota cem.

 

Dentro dele tem de tudo

Que precisa se buscar,

É um mar cheio de letras

Pra quem sabe navegar,

No barco da alegria

Com muita sabedoria,

Busca logo interpretar.

 

Ele também é um grande

Arquivo que tem valor,

Cada página é escrita

Pela mão de um escritor,

Depois é analisado

Por isso que é chamado

De grande motivador.

 

O conteúdo do livro é

Dissertação dos deveres,

Estimula o cidadão

A busca pelos prazeres

Quando está se deleitando

Com o livro o ensinando

Vai cultivando os saberes.



[1] Poetisa, escritora, pesquisadora e palestrante, imortalizada pela ALAM – cad. 01, ALAM – cad. 12, ACJUS – cad. 03, AMOL – cad. 08 e CONINTER – cad. 56.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

LIVRO, SEMENTE DO DESENVOLVIMENTO

 


Dra Taniamá Vieira Barreto[1]

 

É sobre o livro didático,

Que eu pretendo falar;

O livro é um instrumento

Usado para educar;

Seu conteúdo analítico

Transmite ao leitor crítico

A forma de estudar.

 

Foi no celeiro dos livros

Onde achei os meus deveres,

Cada qual procure os seus

E honre seus afazeres,

Para nos anais da história,

Em leitura compulsória

Vá cultivando saberes.

 

O livro é um instrumento

Da base de orientação,

Motivador de leitura,

Para uma grande nação;

E a sua conjuntura

Orienta a criatura

Rumo a sua formação.

 

Há quem fique no atraso,

Quando a pessoa é omissa

Vê os saberes nos outros

Às vezes até cobiça,

Têm livros na sua estante,

Mas, não pega um instante,

Porque de ler tem preguiça.

 

Vá a luta se decida

Tire do livro uma lição

Ele é um professor

Que lhe dá motivação,

Compõe a literatura

E do todo da Cultura

O livro é o embrião.


[1] Poetisa, escritora, pesquisadora e palestrante, imortalizada pela ALAM – cad. 01, ALAM – cad. 12, ACJUS – cad. 03, AMOL – cad. 08 e CONINTER – cad. 56.

LANHOS

 

Taniamá Vieira Barreto[1]
 
Suave brisa! Leves carícias!
Lenitivo para minhas feridas,
Esconderijo de marcas imundícias.
Devaneio! São chagas vividas!
 
Sou concha em forma de cascalho;
Retruco: sou a fortaleza da fé,
Seguindo procurando um atalho,
Com determinação e Colofé.
 
Na harmonia que emana das águas,
Nas memórias dos sentimentos meus,
Encontro lugar p’ra minhas mágoas,
Numa trilha ao encontro de Deus.

[1] Poetisa, escritora, pesquisadora e palestrante, imortalizada pela ALAM – cad. 01, ALAM – cad. 12, ACJUS – cad. 03, AMOL – cad. 08 e CONINTER – cad. 56.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

ESTAS DELÍCIAS


Soneto do livro contemplando os céus de autoria da escritora, poetisa e pesquisadora Dra Taniamá Vieira Barreto

Quando eu morrer, direi a Jesus Cristo,
Tudo que fiz na terra em meigo tom.
Direi também que nós fizemos isto;
Direi também que nós achamos bom.

Se o Divino, porém, à prova disto,
Em colapso perder, da voz, o som,
Retrucarei: Senhor, que mal há nisto?
Repetirei: Jesus, achamos bom.

Não temas, não, do céu qualquer sentença,
Pois se o amor, o impulso não há quem vença,
Na própria lei do Eterno está previsto.

Jesus, por certo, que à terra viera,
E que estas delícias, contemplar pudera,
Compreenderá porque fizemos isto!

quarta-feira, 29 de abril de 2020

MINHA PAIXÃO




Taniamá Vieira Barreto 

Meu pensamento desvairado

Vê o campo ensanguentado

Discute com a paisagem

A sua estranha miragem.



Não sei o porquê da ilusão

Se lá nasci e dele tenho paixão

Meu campo cheira a manjericão

Perfume sentido só naquele chão.



Deleito-me com a mata verdejante

Sua calmaria faz meu coração latejante

Ouço os cantos das rolinhas e bem-te-vis

Vejo os beija-flores à mata colorir.



Volvo para o alto meu olhar

Miro folhas da palmeira a balançar

Raios do sol ofuscam meu olhar

Que beleza, minha visão a inebriar!



Saltitante nos galhos com alegria

A graúna audaciosa assovia

O lindo canto do elegante azulão

Fazem do campo minha razão.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

O LIVRO




Dra Taniamá Vieira da Silva Barreto 

Disseram-me para escrever um livro. De pronto respondi que sim. Mas, fico a me indagar: - Que assuntos escrever em um livro? Literatura!? Ciência!? Ou sobre mim mesma!? Não sei!

Talvez, antes de qualquer coisa, eu tenha que encontrar nas leituras, subsídios para entender o sentido epistemológico da palavra “livro”. Ou então conversar sobre a história do livro.

- Ah! Entendi! Nem uma coisa nem outra; mas todas as possibilidades: leituras e diálogos com pessoas sobre a origem, a história e a produção do livro, podem ser a saída.

Eis o caminho para entender o seu significado!

Mas, seriam os “Livros papéis pintados com tinta”, como afirmou Fernando Pessoa?

Certamente que sim! As letras e pontuações representam as pinturas, que dão forma às mensagens idealizadas pelos escritores.

Mas, apenas essas idealizações me bastariam para o claro entendimento do significado do livro?

Será?

- Não! Isto não! Quero entendê-lo não apenas em seu sentido epistemológico; mas, voar nas asas da imaginação e ampliar sua significação, até onde minha criatividade possa ir.

Vocês concordam comigo?

Concordam que, sabendo o significado da palavra “livro”, sua origem e sua história, saberei o que escrever; como escrever e como organizá-lo?

Ah... não!

– Na minha compreensão precisamos apenas saber e sermos criativos, voar para outros horizontes e viajar para dentro de si mesma, arrancando das entranhas o significado dessa viagem.

É na produção de um livro que encontramos a motivação para descobrir o significado das coisas que buscamos. É nele e com ele que nos aventuramos em viagens imaginárias, instigando a grandes emoções e infinitas descobertas, sentindo-nos, ao mesmo tempo sós e em meio a uma multidão, mesmo estando num deserto!

Aliás, como afirmou Mário Quintana, em “Dupla delícia”, “O livro traz a vantagem podermos estar só e ao mesmo tempo acompanhado” “...”. Isto me faz entender que os livros, com seus enigmas e suas histórias, têm a capacidade de mudar as pessoas.

Contudo, este, representa apenas um dos vários passos para a provocação do despertar da consciência sobre o significado da produção do livro!

É o óbvio! O possível de ser dito.

O livro é letra. É marca.

Mas ainda indago: Onde fica o significado da estética do livro? É preciso que nos preocupemos com o arranjo do texto nas “páginas”, das imagens e o conteúdo que ele transmite, com suas ilustrações e ideias, indo além do papel.

É buscar no imaginário as formas de mapear as ideias ilustrativas do significado do tema.

O livro com suas letras, suas imagens e sua cartografia rompe o silêncio da ignorância para despertar a vida do conhecimento, na reviravolta do significado da história das ideias e das coisas. Vira e revira os fatos e em seus mais variados sentimentos.

Machado de Assis, em sua produção “Livros e flores”, fala-nos sobre a sensibilidade amorosa pelo livro produzida e nos instiga a idealizá-lo como o produto de uma semente que germina conhecimento e vagueia pelas mãos e olhos dos degustadores de palavras, que dão vida ao livro com sua leitura.

Na sôfrega degustação das palavras o leitor viaja amorosamente entre as páginas do livro, no desnudamento das letras. Aliás, como afirma Clarice Pacheco, é preciso experimentar, para saber o sentimento que é:

Viajar pela leitura

Sem rumo, sem intenção.

Só para viver a aventura

Que é ter um livro nas mãos.

Mas, uma curiosidade me aflora a mente: - Seria do nosso interesse desvendar os fatos históricos que permeiam o livro?

- Acho que não, pois este aspecto do tema livro, facilmente pode ser encontrado nos registros dos livros já expostos nas livrarias, casas de revistas, sites da internet etc.

Ao contrário, quero penetrar profundamente na minha criatividade e escrever algo motivacional para um leitor virtual que pode ser eu ou você ...!

O livro, meu amigo, precisa satisfazer as necessidades do leitor! Cumprir determinadas tarefas!

Dialogar com respostas à perguntas inseridas em determinados contextos sociais e culturais à luz dos interesses dos leitores virtuais. Tem que satisfazer a todos os gostos! Tornar útil o inútil! “...” Poetizar o não politizável! Dizer bonito o impossível de ser dito.

Escrever no livro, simplesmente, o que é.